O encontro entre o Papa Leão XIV e María Corina Machado, no Vaticano, vai muito além de um gesto protocolar. Trata-se de um sinal claro de que a luta pela liberdade, pela democracia e pelos direitos humanos não pode ser ignorada pela comunidade internacional.
María Corina representa milhões de venezuelanos sufocados por um regime autoritário que destruiu a economia, perseguiu opositores e expulsou seu próprio povo do país. Recebê-la oficialmente é reconhecer que há uma Venezuela real, silenciada, mas viva — e que resiste.
Para a direita, esse gesto é simbólico e necessário. Mostra que a verdade não pode ser abafada por narrativas ideológicas nem por alianças convenientes. A esquerda internacional passou anos relativizando ditaduras “amigas”, fechando os olhos para prisões políticas, censura e miséria. Agora, a realidade bate à porta até das instituições mais tradicionais.
O Papa Leão XIV assume um papel que muitos líderes se recusaram a exercer: o de dar visibilidade à causa da liberdade. Não se trata de interferência política, mas de compromisso moral. Democracia, dignidade humana e justiça não são pautas de esquerda ou de direita — são valores universais.
Que esse encontro sirva como alerta: regimes autoritários caem, a verdade prevalece e os povos que resistem acabam sendo ouvidos. A Venezuela precisa de apoio internacional, coragem política e o fim da complacência com o autoritarismo. Liberdade não se negocia. Defende-se.