Saúde de Bolsonaro piora, laudo não aparece e STF mantém silêncio sobre prisão domiciliar

 




A defesa do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro voltou a acender um alerta grave sobre o estado de saúde do líder conservador, apontando piora clínica significativa nos últimos dias e cobrando, com urgência, a juntada do laudo médico elaborado pela Polícia Federal. O documento é peça-chave para a análise do pedido de prisão domiciliar por razões humanitárias, mas segue inexplicavelmente fora dos autos, mesmo após o vencimento do prazo estabelecido pelo próprio Supremo Tribunal Federal.

Segundo os advogados, Bolsonaro voltou a apresentar episódios frequentes de vômito e uma crise de soluços intensa, sinais claros de que seu quadro de saúde permanece fragilizado e em deterioração. Ainda assim, a perícia realizada por médicos da Diretoria Técnico-Científica da Polícia Federal, ocorrida em 20 de janeiro, não foi anexada ao processo, criando um vácuo que impede o avanço do pedido e levanta questionamentos sobre a condução do caso.

A defesa sustenta que a ausência do laudo não é mero detalhe burocrático, mas um obstáculo deliberado à análise técnica e imparcial da situação. Sem o documento, o assistente técnico indicado pelos advogados fica impedido de se manifestar, travando o andamento do processo e prolongando uma situação que, do ponto de vista humanitário, exige resposta rápida do Estado.

Bolsonaro encontra-se preso desde 15 de janeiro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, em uma unidade conhecida como “Papudinha”. O cenário reforça críticas recorrentes de setores da direita, que veem tratamento desigual e rigor seletivo quando se trata do ex-presidente. Para aliados, o caso simboliza o uso do sistema judicial como instrumento de pressão política, ignorando garantias básicas e a própria dignidade humana.

Enquanto o laudo não aparece, cresce a percepção de que a saúde de Bolsonaro é tratada como detalhe secundário em um processo carregado de simbolismo político. A cobrança agora é direta: respeito aos prazos, transparência e aplicação da lei sem viés ideológico.


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