A declaração do presidente colombiano Gustavo Petro, afirmando que teria temido ser alvo de uma ação militar dos Estados Unidos, escancara um padrão recorrente entre líderes de esquerda na América Latina: a construção de narrativas de medo externo para justificar fragilidades internas. Ao sugerir que seu governo poderia sofrer uma ofensiva semelhante à realizada contra o regime de Nicolás Maduro, Petro tenta se colocar como vítima de uma suposta ameaça imperialista, desviando o foco dos problemas reais enfrentados por seu país.
Do ponto de vista da direita, esse tipo de discurso não fortalece a soberania nacional, mas evidencia insegurança política e isolamento diplomático. Governos que flertam com regimes autoritários, toleram o avanço do narcotráfico e enfraquecem instituições democráticas acabam naturalmente entrando em rota de atrito com potências que combatem o crime organizado internacional. O receio manifestado por Petro não surge do nada; ele é consequência direta das escolhas políticas feitas por líderes que se aproximam de agendas ideológicas fracassadas.
A Colômbia enfrenta desafios sérios, especialmente na segurança pública e no combate às drogas. Em vez de apresentar soluções concretas, o presidente opta por um discurso alarmista, que pode até mobilizar sua base ideológica, mas não resolve os problemas da população. Ao transformar os Estados Unidos em um inimigo retórico, Petro tenta criar um escudo político para encobrir resultados insatisfatórios de sua gestão.
A história recente da região mostra que estabilidade, crescimento econômico e segurança caminham junto com responsabilidade fiscal, cooperação internacional e firmeza contra o crime organizado — valores tradicionalmente defendidos pela direita. Narrativas de medo e confrontação ideológica apenas aprofundam a desconfiança, afastam investimentos e colocam países inteiros em posições vulneráveis no cenário internacional. Liderar exige maturidade, não vitimização.