A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro se manifestou após a decisão que manteve Jair Bolsonaro sob custódia da Polícia Federal mesmo depois de uma cirurgia. Na crítica, Michelle afirma que a medida desconsidera orientações médicas e impede que ele faça a recuperação em casa, o que, segundo ela, fere princípios de humanidade e proporcionalidade.
O posicionamento ganhou ainda mais força com o relato de que Bolsonaro teria caído na cela e sofrido traumatismo craniano. Para Michelle e apoiadores, o episódio eleva a gravidade do caso e exige responsabilidade máxima do Estado sobre a integridade física de quem está sob sua guarda.
Na manifestação, ela direciona críticas ao ministro Alexandre de Moraes, questionando a conduta adotada e sustentando que há excesso de rigor, falta de sensibilidade e desrespeito a garantias constitucionais mínimas, que deveriam valer para qualquer cidadão, independentemente de posição política.
Para a direita, o caso reforça a percepção de tratamento seletivo e desproporcional, com decisões que ultrapassariam o campo jurídico e se aproximariam de punição política. A manutenção da prisão em ambiente policial, diante do quadro clínico relatado, é vista como um sinal de que liberdades e direitos podem ser relativizados quando o alvo é um adversário.
A fala de Michelle reacende o debate sobre limites institucionais, devido processo, responsabilidade do Estado e o equilíbrio entre os Poderes. Com a repercussão, apoiadores cobram revisão e transparência.